segunda-feira, 20 de junho de 2016

Rainbow Fest e Parada LGBT são cancelados em de Juiz de Fora

Rainbow Fest e Parada LGBT são cancelados em de Juiz de Fora

Sindicatos do comércio dos Hotéis e Prefeitura analisam impacto.
Para MGM, é necessário reavaliar novo formato para eventos.


Será uma perda para Juiz de Fora. É a avaliação comum dos representantes dos Sindicatos do Comércio e dos Hotéis e Bares de Juiz de Fora diante da confirmação de que o Movimento Gay de Minas (MGM) cancelou também a que seria a 20ª edição da Rainbow Fest, além da Parada do Orgulho LGBT, encerrada na 16ª edição em 2015.
"No ano passado, anunciamos que seria a última parada, mas havia a intenção de realizar a semana da diversidade em julho para fugir da Olimpíada. Só que a instabilidade político-econômica e uma legislação burocrática dificultaram a realização e antecipou a decisão de parar e reavaliar novos formatos para os eventos”, explicou o diretor do MGM Marco Trajano.
O presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio) Emerson Beloti destacou o peso da perda dos eventos no atual contexto econômico e torce pela retomada.
“Por causa do cenário, não há patrocinadores para eventos, o que impacta na cadeia produtiva. Lamentamos porque é um público com poder aquisitivo e altamente consumidor. Sem os eventos, o comércio sofre porque as pessoas deixam de vir e circular na cidade e, óbvio, fazer compras. Sabemos que retomadas costumam ser difíceis, mas torcemos para que seja reformulado e retorne, com os planejamentos adequados para sua manutenção”, analisou.
A ausência deste público será sentida nos 350 restaurantes e nos cerca de 3 mil leitos nos 35 hotéis categoria turismo, como explicou o coordenador executivo do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Rogério Barros.
“Eram eventos esperados porque movimentava todos os setores. Sabemos que teremos movimento menor neste período diante deste quadro. Sem o evento do Cândido Tostes, que agora é Bienal, já estamos enfrentando redução de 40% na ocupação hoteleira. É mais uma perda neste momento difícil  para a economia da cidade e do país”, lamentou.
Em nota, o Departamento de Incentivo ao Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura concordou com a análise feita pelos sindicatos. "Perdemos com o esvaziamento do nosso calendário de eventos e deixamos de incrementar nossa economia e com ela toda a cadeia do turismo. Todos perdem: a cultura, os hotéis, bares e restaurantes e a cidade, sempre tão acolhedora e receptiva", diz o texto.
Missão cumprida e novas metas
Marcos Trajano lembrou que a Parada do Orgulho LGBT e a Rainbow foram criadas dentro do contexto de buscar visibilidade para as demandas da comunidade gay. “Houve o esgotamento deste modelo. A diretoria entende que era uma questão de buscar visibilidade massiva, mostrar ao mundo a nossa existência, ocupar as ruas para reivindicar ações políticas que garantissem direitos. Os gays já se fizeram perceber no mundo. Agora é necessário partir para uma nova etapa”, ressaltou o diretor.
Até agosto, o MGM está em recesso para obras na sede, na Rua São Sebastião, no Centro. No retorno das atividades, a meta é estudar novos formatos que atendam às atuais demandas.
Faremos uma avaliação mais pormenorizada da situação e do momentos atuais e elaborar propostas que possam substituir o Rainbow e a Parada enquanto eventos de visibilidade massiva. Talvez voltemos em 2017 com este novo modelo”, comentou Trajano.
O diretor destacou os impactos do cancelamento do evento tanto para a comunidade gay quanto para a cidade.
“Mesmo com o formato esgotado, era o momento em que a comunidade se reunia, superando classes e ideologia. Esperamos que as transexuais, as travestis, as transgêneros ampliem suas iniciativas, porque o MGM não é centralizador nesta luta pela cidadania e direitos, ela é de todos. Para a cidade e até para a região, era um evento que contribuía para a economia ao trazer turistas que movimentavam diferentes setores como taxistas, restaurantes, hotéis, bares, comércio”, analisou.
Marcos Trajano ressaltou que permanece o combate à discriminação, com o foco incluindo as redes sociais.
“No entanto, assim como nós, a homofobia também saiu do armário ao ver a forma como transformamos a realidade conseguindo garantir direitos em leis. As redes sociais deram voz a todos e se transformaram em um campo de calunia, de difamação, de ataque, onde as pessoas lançam sua amargura sobre os outros valendo-se de um suposto anonimato. Culpando a vítima por esta violência, não quem pratica a homofobia. Falta humanidade”, comentou.
Na elaboração do novo formato, será considerado o fortalecimento político e de geração econômica para a organização do novo formato do evento. “Está na hora da comunidade gay começar a conscientizar da importância de se formar e unificar como força politica, para poder defender nossos direitos nesta esfera. E ao pensar no novo modelo de evento de visibilidade massiva, queremos algo que reforce a cultura e o turismo gay, o que traria impactos para a comunidade e a cidade”, disse Marcos Trajano.

sábado, 18 de junho de 2016

Pedestres são atropelados por ônibus em Juiz de Fora Ocorrência foi registrada na tarde deste sábado (18) na Avenida Rio Branco. Motorista disse que o semáforo estava aberto para veículos.

Acidente Juiz de Fora Avenida Rio Branco com Benjamin Constant (Foto: Roberta Oliveira/G1)Pedestres são atropelados por ônibus em cruzamento de Juiz de Fora (Foto: Roberta Oliveira/G1)
Um idoso de 62 anos e uma mulher de 44 ficaram feridos após serem atropelados por um ônibus no início da tarde deste sábado (18), em Juiz de Fora. O acidente ocorreu no cruzamento da Rua Benjamin Constant com a Avenida Rio Branco, no Centro.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o motorista do veículo, que seguia no sentido Bom Pastor, disse que as vítimas atravessaram quando o semáforo estava aberto para o ônibus.
A PM informou ainda que as vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Nenhum ocupante do ônibus ficou ferido.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Continua desaparecido vítima que caiu de carro no rio Paraibuna


Os bombeiros de Juiz de Fora retomaram as buscas pelo homem que desapareceu depois de ter se envolvido em um acidente na noite de sexta-feira em Matias Barbosa. O carro que ele dirigia caiu no rio Paraibuna. Uma testemunha contou a Policia Militar Rodoviária que ouviu um barulho de frenagem e depois um estrondo. Ao verificar o que havia acontecido, ouviu ainda alguém dentro do carro, que estava na água. Depois que o veículo foi retirado do rio, com a ajuda de uma retroescavadeira, não havia ninguém no interior dele. Desde o dia do acidente os bombeiros realizam buscas no local. Nesse domingo familiares de Rafael Martins da costa foram ao local para acompanhar o trabalho.

Homem coloca fogo em casa com quinze pessoas dentro



Um homem surtou neste domingo, no bairro Benfica em Juiz de Fora, e colocou fogo na própria casa. quinze pessoas estavam no local. Bombeiros foram chamados para controlar as chamas. A PM foi acionada para tentar acalmar o homem.

domingo, 12 de junho de 2016

Homem é morto a facadas no Santos anjos em Juiz de Fora

Um homem, que ainda não teve a idade confirmada, foi morto a facadas na manhã deste domingo (12), no Bairro Santos Anjos, em Juiz de Fora. Segundo as primeiras informações da Polícia Militar (PM), um taxista voltava do trabalho quando, ao chegar em casa, encontrou a mulher no quarto com a vítima.

Ainda de acordo com a PM, o taxista deu seis facadas no homem e fugiu O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência compareceu à residência para fazer o atendimento, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A perícia foi acionada para fazer os trabalhos de praxe e remover o corpo.

A Polícia Militar faz rastreamento na região para encontrar o autor que também não teve a idade divulgada.

Ataque em boate gay EUA deixou 50 mortos e É o pior caso de tiroteio em massa da história dos EUA



Autoridades de Orlando afirmaram na manhã deste domingo (12) que 50 pessoas morreram e outras 53 ficaram feridas no ataque a uma boate voltada ao público LGBT em Orlando, na Flórida.
O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de tiroteio em massa na história dosEstados Unidos, depois do massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos, segundo a Reuters.
Ao lado de representantes da polícia local, do FBI, de médicos e de um líder muçulmano, o prefeito da cidade, Buddy Dayer, lamentou dar a notícia de que o número de mortos dentro da casa noturna Pulse é maior que o estimado anteriormente. "Há sangue por todo lado", disse o prefeito.


sábado, 11 de junho de 2016

Ex-prefeito de Juiz de Fora Alberto Bejani é preso na manhã deste sábado

Ele foi levado para delegacia na manhã desta sábado (11).
Advogado disse que prisão é devido a um processo que não foi julgado.

Alberto Bejani é detido em Juiz de Fora (Foto: Rafael Antunes/G1)Alberto Bejani foi levado para delegacia na manhã de sábabo (11) (Foto: Rafael Antunes/G1)
O ex-prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, foi preso na manhã deste sábado (11), em sua casa, no Bairro Aeroporto. Ele chegou à delegacia pouco antes das 10h, foi ouvido pelo delegado Rafael Gomes, passou por exames no Posto Médico Legal (PML) e foi conduzido à penitenciária Ariosvaldo Campos Pires por volta das 11h30.
De acordo com Gomes, ele foi condenado por corrupção passiva e crime continuado, em um processo do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A equipe, com sete policiais, chegou até a casa de Bejani por volta das 7h. “Foi uma condenação determinada pelo STJ, que chegou até nós ontem, às 20h. Fizemos todas as formalidades locais e agora ele vai cumprir essa pena de mais de sete anos em regime fechado, na penitenciária. Ele estava em casa, com a família. Chegamos ao local, mostramos a ordem judicial e o conduzimos. Não houve resistência”, explicou o delegado.
O advogado de Bejani, Ricardo Fortuna, acompanhou o depoimento e explicou que a prisão aconteceu por um processo que ainda não foi definitivamente julgado. "A própria procuradoria do Estado disse que esse processo é nulo, visto que ele (Bejani) não tem direito de defesa. A gente espera que sejam acatadas as ponderações da defesa", afirmou.
Entenda o caso
Em fevereiro de 2014, Bejani foi condenado a oito anos e quatro meses de detenção, em regime fechado, além do pagamento de multa de um salário mínimo por dia por 166 dias, pela 3ª Vara Criminal de Juiz de Fora. Na ocasião, ficou comprovado que, durante a primeira administração de Bejani como chefe do Executivo, entre 1989 e 1992, ele teria recebido vantagens indevidas por beneficiar, através de licitações fraudulentas, uma construtora.
Segundo a denúncia do MPMG, em 1990, o proprietário da empresa teria doado um lote e dinheiro ao ex-prefeito que, em contrapartida, teria contratado a construtora para execução de três obras na cidade, afrontando os procedimentos licitatórios normais. Uma das obras seria referente a serviços de captação de águas, no Bairro Bandeirantes, e outras duas seriam construções das escolas municipais dos bairros Santa Cecília e São Geraldo.
O político recorreu da decisão, refutando as alegações de que a aquisição do terreno no loteamento, em junho de 1990, não foi feita por preço subfaturado e alegando que o depósito foi um empréstimo para ajudá-lo em um período de dificuldades financeiras, o que não se configuraria como doação, visto que foi feito em instituição bancária oficial.
Em fevereiro de 2015, o recurso foi parcialmente acatado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Belo Horizonte. No ato, a condenação foi mantida, mas houve redução da pena para sete anos, nove meses e dez dias de reclusão, também em regime fechado, além de pagamento de multa por 155 dias.